![]() |
Casa da Serra (Tapada do Roma) |
segunda-feira, 21 de junho de 2021
DOS PISÕES, DOS MILHÕES E OUTRAS QUINTAS QUE TAIS
sexta-feira, 11 de junho de 2021
A RUA DO ALECRIM, O 11 DE JUNHO E A JANELA DO TERCEIRO ANDAR
![]() |
Antigos comboios da Linha de Sintra |
Pelo «largodochafarizaosol» muitas vezes escrevi sobre a STAR do 10 da rua do Alecrim, sobre “a janela do terceiro andar”, sobre o Cais do Sodré, sobre o Hotel Bragança do Eça, dos “bitoques” do Califórnia, dos bás-bás do Caneças, dos digestivos do Brithis Bar, dos pastéis de natas da Zarzuela, das sardinhadas no Carvoeiro, das cabeças de peixe na Tasca da Ribeira, das bifanas do Escondidinho, das bicas da Brasília e do Recife, do frango no espeto do Rio Grande, das vieirinhas do Porto de Abrigo, os livros do Eduardo Olímpio, etc., etc.
Todos os momentos de há tanto tempo em anos contados, uma vida toda, justificam-se sempre com meros acasos. O percurso de cada um de nós é feito, de facto, assim, mas complementados com a força do “livre” arbítrio individual.
Considero que aquele dia 11 de junho, foi determinante para o meu caminho nesta vida. Por tudo; pelos lugares, pelas pessoas que conheci e pelas decisões que também, em razão das circunstâncias, tive que tomar. Por isso, cruzei a fronteira, sempre pelo ar, e fui parar a sítios tão distantes uns dos outros. Contudo, foi África que me reteve mais tempo e mais vezes, sendo Moçambique durante muito tempo, a casa familiar e até onde a minha filha nasceu.
Em julho de 2019, escrevi um texto que retrata bem aquela “minha” época. Se tiverem paciência e pachorra, não deixem de clicar no azul e de o ler até ao fim: https://largodochafarizaosol.blogspot.com/2019/07/a-distancia-de-meio-seculo.html Todos nós temos datas importantes na vida, no meu caso, o 11 de junho é mais que isso, foi o ponto de partida da minha vida adulta!
Silvestre Brandão Félix
11 de junho de 2021 – Tempo de pandemia
segunda-feira, 31 de maio de 2021
O ALFREDO, MEU IRMÃO
O Alfredo também era meu irmão.
Eu delirava de contente quando ele me levava ao "Jardim dos Passarinhos". E a satisfação dele, a dizer-me como todos se chamavam, se eram machos ou fêmeas.
E lá, no "Pai do Vento", quando só pinheiros havia. O comer do "Totó" levávamos para a engorda e destino marcado.
O Alfredo meu irmão, foi.
Nesta onda de despedidas dos meus, o Alfredo há muito que nos tinha deixado com a Alzheimer por "companheira".
Agora subiu para outra dimensão. Que o teu caminho tenha muita luz e que, finalmente, descanses em paz.
sábado, 24 de abril de 2021
VEMOS, OUVIMOS E LEMOS, NÃO PODEMOS NEM DEVEMOS IGNORAR
Vemos, ouvimos e lemos, não podemos, nem devemos ignorar!
Que, até o que respiramos, não oferece nenhuma garantia de na
primeira “curva”, nos “limpar o cebo”.
Tudo pode ser efémero!
Pois é, bicharocos e outros mais, estão apostados em tornar os
valores profundos do “25 de Abril”, em algo dispensável, invertendo-os e
envenenando-os para que o povo volte à condição de permanente carência e de
joelhos.
Vemos, ouvimos e lemos, não podemos, nem devemos ignorar!
Principalmente os mais novos, não podem ignorar que a
civilização ocidental, e por conseguinte a sociedade portuguesa, tal como a
vivemos e conhecemos, é constantemente ameaçada por “salvadores da pátria” que minimizam
e desprezam as liberdades e garantias dos cidadãos e os direitos humanos.
Vemos, ouvimos e lemos, não podemos, nem devemos ignorar!
Não devemos ignorar que a defesa da LIBERDADE deve ser a
grande e principal missão dos democratas, estando-lhe associado o grande marco
histórico levado a cabo pelos “Militares de Abril”, em 25 de Abril de 1974, faz
amanhã 47 anos.
Silvestre Brandão Félix
24
de abril de 2021
domingo, 21 de março de 2021
OBRIGADO ISABEL
Estivemos com ela na hora da partida.
Nestes dias, os últimos da sua vida, deu-nos uma lição de
força, humildade, carácter, amor e respeito pelos mais próximos. Também nos
ensinou, neste final, que a paz e tranquilidade connosco e com quem nos rodeia,
é a melhor forma de estar de bem com a vida e, quando ela aparece, com a
própria morte.
Descansa em Paz!
Silvestre Brandão Félix
21 de março de 2021
quinta-feira, 4 de março de 2021
JAVALIS, CASA DA ÁGUA E A ELETRICIDADE
![]() |
Javalis (Google-A-Médio Tejo) |
Que hei de eu fazer? Bater com a cabeças nas paredes? Autoflagelar-me
com cavalo-marinho de pontas estreladas? Atirar-me das escadas abaixo? Claro
que não! Quero lá saber se isso a que chamam eletricidade, se vê ou não. Eu não
vejo, ponto final parágrafo.
Uns 100 metros após o final da rua Humberto Delgado, para lá
da ponta do Bairro da Arroteia, entrei no tal caminho que me fez recuar mais-ou-
menos, sessenta de tempo contado em anos, por onde algumas vezes acompanhei a
minha Mãe e a burra Carocha, levando trigo ou milho para o Ti Sebastião Moleiro
transformar em farinha na mó gigante que na azenha trucidava tudo o que lhe
aparecesse à frente.
Fiquei impressionado porque os carrascos que ladeiam o
caminho continuam sendo altos. Na verdade, eu, em “puto”, quando
daquelas passagens, os carrascos pareciam-me árvores gigantes, tal era a sua envergadura.
Agora, nestes tempos pandémicos, continuam sendo grandes.
Eram vários os caminhos assim, entre a Abrunheira, Linhó,
Colónia, Ranholas, Casal da Beloura, Capa Rota e Manique de cima ou Casal da
Peça, que se cruzavam e davam a necessária serventia a pessoas e animais, para
se chegar aos vários sítios.
Voltando à questão do ver ou não ver, “eis a questão”;
é verdade que, muitas vezes, vemos aquilo que queremos e o que não queremos,
mas o que conta mais é o nosso querer. Por exemplo, se eu vi uma vara de porcos
domésticos, embora pretos, tranquilamente a pastar no campo à frente da minha
casa, e por uma razão quaisquer, quiser ver uma vara de javalis grandes, gordos
e bem aparelhados de perigosos cornos pontiagudos, vejo! É a minha vontade e
outros que se lixem, ou acreditam na patranha ou “vão dar uma curva ao
bilhar grande” ou pelo menos ao pequeno.
Ou seja, os caçadores que estejam sossegados e não se ponham a
limpar e afinar as espingardas, porque os javalis ainda não chegaram á
Abrunheira.
Levar a nossa vontade avante é muito bonito, agora, em nome
dessa vontade, querer enfiar o gorro aos outros, aí, já é aldrabice e vigarice.
Silvestre Brandão Félix
04 março de 2021
Foto: Google (A. Médio Tejo)
segunda-feira, 1 de março de 2021
DE NOITE TODOS OS GATOS SÃO PARDOS
Quando, dando corda aos calcantes e acompanhando o canídeo pela
área de abrangência de alguns candeeiros públicos das ruas ou ruelas da Abrunheira,
eles, os candeeiros, como se de praga rogada se tratasse, castigo divino ou
destino marcado, apagam-se!
Sempre que me acontecem estes “apagões”, não deixo de me
lembrar daquele monólogo do Vasco Santana no famoso filme, “O Pátio das
Cantigas”. Será que é essa a intenção? Que eu me vergue e chegue ao ponto de
pedir, por favor, aos que lá do alto do seu tamanho que se julgam tão
importantes, me deem um bocadinho da sua luz?
É que, ainda por cima, como se gozassem, à medida que nos
afastamos, os “caga-lume” lá do alto, voltam a botar luz!
Mas então, em que ficamos? A mesma coisa acontece com vários.
Isto é coisa “armada”, será um “prémio” para os do lado de cá da Serra, ou do
lado de lá, também é assim? E se for, é porquê?
Eu, que sou daqueles que sai de casa com um saco para apanhar
o servicinho do cão, fico pulha quando o tipo resolve aliviar-se no exato
momento em que vamos a passar por um daqueles que se apagam. Lá fico mirando,
mirando, — e “de noite todos gatos são pardos” e os cagalhotos também — até
acertar no objetivo.
Será que este fenómeno tem explicação ou sou eu que tenho uma
energia tão, mas tão negativa, que até consigo apagar candeeiros públicos
quando deles me aproximo?
Silvestre Brandão Félix
01 de março de 2021
Video: Youtube